sábado, 20 de junho de 2009

PENSAMENTOS SOBRE TEOLOGIA


Chafer: Uma ciência que segue um esquema ou uma ordem humana de desenvolvimento doutrinário e que tem o propósito de incorporar no seu sistema a verdade a respeito de Deus e o Seu universo a partir de toda e qualquer fonte (Lewis Sperry Chafer).

Chafer: Teologia sistemática pode ser definida como a coleção, cientificamente arrumada, comparada, exibida e defendida de todos os fatos de toda e qualquer fonte referente a Deus e às Suas obras. Ela é temática porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e verifica a verdade como verdade (Lewis Sperry Chafer).

Alexander: A ciência de Deus... um resumo da verdade religiosa cientificamente arranjada, ou uma coleção filosófica de todo o conhecimento religioso (W. Lindsay Alexander).

Hodge: A teologia sistemática tem por objetivo sistematizar os fatos da Bíblia, e averiguar os princípios ou verdades gerais que tais fatos envolvem (Charles Hodge).

Strong: A ciência de Deus e dos relacionamentos de Deus com o universo (A. H. Strong).

Thomas: A ciência é a expressão técnica das leis da natureza; a teologia é a expressão técnica da revelação de Deus. Faz parte da teologia examinar todos os fatos espirituais da revelação, calcular o seu valor e arranjá-los em um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde às generalizações da ciência (W. H. Griffith Thomas).

Shedd: Uma ciência que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e o universo. O material, portanto, que abrange é mais vasto do que qualquer outra ciência. Também é a mais necessária de todas as ciências (W. G. T. Shedd).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A SOBERANIA DE DEUS

Todos podem e devem orar por cura e pela solução dos mais intrincados problemas de ordem pessoal. Mas a libertação não é para todos. Deus reserva a si a decisão de libertar ou não libertar. Ninguém pode impor coisa alguma a Ele.
Junto à Porta das Ovelhas, em Jerusalém, havia um tanque chamado Betesda, que tinha cinco entradas. Dizia-se que de vez em quando um anjo descia e revolvia a água. Então o primeiro que entrava no tanque era curado de qualquer enfermidade. Por essa razão ficavam por ali um grande número de doentes e inválidos: cegos, mancos e paralíticos. Um deles estava nesse lugar há 38 anos na esperança de ser curado de sua paralisia. Jesus o viu e o curou. Só a ele e a nenhum outro doente, embora fossem muitos e igualmente sofredores.
Mais tarde, Jesus lembra que no tempo de Elias havia muitas viúvas em Israel e “a nenhuma delas foi o profeta enviado, senão a uma viúva de Sarepta” (Lc 4.26). E no tempo de Eliseu havia muitos leprosos em Israel, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro” (Lc 4.27).
Por ocasião da primeira grande perseguição aos cristãos, Herodes fez passar ao fio da espada a Tiago, irmão de João, ambos filhos de Zebedeu. E quando pretendia fazer o mesmo com Pedro, Deus o livrou da prisão e da morte (At 12.1-19). Por que Deus não curou outras viúvas, outros leprosos e outros enfermos junto ao tanque de Betesda? Por que não poupou Tiago das mãos de Herodes? Por que não curou o estômago e as freqüentes enfermidades de Timóteo (1 Tm 6.23)? Por que não curou Trófimo em Milero, antes da partida de Paulo (2 Tm 4.20)? Não terá sido por falta de compaixão nem por falta de poder da parte de Deus, nem por falta de fé e santidade de vida da parte dos necessitados. Essa é uma pergunta sem resposta pessoal, pelo menos agora. Se o milagre acontecesse a cada momento e a todos os que sofrem, deixaria de ser milagre para ser algo corriqueiro. Deus não recebe ordens. Ele recebe súplicas, que são atendidas ou não, de acordo com a sua sabedoria e o livre exercício de sua soberania. Tudo isso valoriza o milagre, a graça, a oração e a autoridade de Deus. Em suma, é preciso que você se curve diante da declaração de Jesus: “O Filho vivifica aqueles a quem quer” (Jo 5.21) e diante da soleníssima declaração do Pai: “Terei misericórdia de quem Eu quiser; terei compaixão de quem Eu desejar” (Rm 9.15, ).

terça-feira, 2 de junho de 2009

HERMENÊUTICA BÍBLICA

NOÇÕES SOBRE HERMENÊUTICA BÍBLICA


DEFINIÇÕES:
A palavra hermenêutica é uma transliteração do termo grego hermeneutike.
Hermeneutike é derivado do verbo hermeneuo que pode ser traduzido por explicar. Em Lucas 24:25-28 encontramos a palavra hermenia = explicou, como a raiz da palavra sendo hermenêutica. Sendo assim , hermenêutica é a ciência que nos ensina os princípios, as leis e métodos de interpretação.

A Hermenêutica como ciência ( princípio ) e a arte ( tarefa ) do sentido do texto.
- Como ciência a hermenêutica enuncia princípio, investiga as leis do pensamento e da linguagem e classifica seus fatos.
- Como arte, ensina como esses princípios devem ser aplicados e comprova a validade deles.
A finalidade da hermenêutica é revelar o sentido da verdade bíblica. Isto nos leva a pergunta o que é a verdade? No antigo testamento a verdade é “emeth” que significa ser firme. É a verdade como uma característica de Yavé, pois as palavras de Yavé atuam como regras de verdade. Este era o fundamento da sociedade hebraica.
No novo testamento a verdade é Aletheia tem significado de algo que não esta oculto, o que é revelado.

ALETHEIA e suas dimensões no N.T.
a) Ética – Rm. 1:18.
b) Validade e Constância – Ef. 4:21.
c) Fidelidade e Veracidade – Rm. 3:7.
d) Verdadeira Fé – 2 Co. 13:8.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA.
a) Foi escrita num idioma diferente do nosso e com suas particularidades além de sua antigüidade.
b) Suas expressões falaram sobre pessoas, lugares, idéias, e conceitos que culturalmente nós não temos.
c) Não devemos permitir que nossos pressupostos influenciem na interpretação do texto.

REQUISITOS PARA O INTERPRETE
a) Estar em harmonia com autor da bíblia.
b) Crer na inspiração plenária e na inerrância das escrituras. II Pe. 1:21.
c) Se entender como profeta, “aquele que fala por Deus ao homem, ou mais especificamente, aquele que traz as palavras de Deus ao homem. Ex. 7:1.; Deut. 18:18 ; Is 8:11.
d) Ter humildade. Sabendo que todo o conhecimento procede Deus e nos confirmado pelo Espirito Santo. Jo. 14:26; I Ts 2:13.; I João 5:912; I Co. 2:7-13.

A HERMENÊUTICA E A SUA RELAÇÃO COM A EXEGESE.
Enquanto a HERMENÊUTICA estuda e sistematiza os princípios e técnicas, com as quais, partindo de determinados pressupostos, se busca compreender o sentido original do texto bíblico; A EXEGESE, designa a prática destes princípios e técnicas; e aplicação, designando a busca da relevância do texto ao nosso contexto específico. A exegese pode ser definida como a verificação do sentido do texto bíblico dentro dos seus contextos históricos e literários. A exegese é a interpretação propriamente dita da bíblia, ao passo que hermenêutica consiste nos princípios pelos quais se verifica os sentidos.
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO
a) Histórico – cultural – Considera o ambiente cultural do autor, a fim de entender suas relações, referências e propósitos.
b) Contextual – Considera a relação de uma passagem com o corpo todo do escrito de um autor, para melhores resultados de uma compreensão proveniente de um conhecimento do pensamento geral.
c) Gramatical – (Lexico – sintática) – atenta para a compreensão das definições de palavras e suas relações umas com as outras a fim de compreender com maior exatidão o significado que o autor tencionava transmitir.
d) Histórica - é impossível entender um autor e interpretar corretamente suas palavras sem que ele seja visto à luz de suas circunstâncias históricas.
e) Teológica – estuda o nível de compreensão teológica na época da redação a fim de averiguar o significado texto para seus primitivos destinatários.
f) Criticismo ou crítica bíblica – surgiu com a pretensão de tornar científicos os estudos bíblicos, ou seja, faze-los compatíveis com o modelo científico e acadêmico da época. É utilizado pelo liberalismo teológico. Trata-se sem dúvida de uma hermenêutica racionalista. Ao invés da revelação governa a razão, a razão é que determina a revelação.
g) Alegórica – Segundo este método, as passagens das escrituras teriam quatro sentidos : um literal, e três sentidos espirituais: moral, alegórico e anagógico. O sentido literal seria registro do que aconteceu (o fato); o sentido moral conteria a exortação quanto a conduta (o que fazer) ; o sentido alegórico ensinaria uma doutrina a ser criada (o que crer) , e o sentido anagógico apontaria para uma promessa a ser cumprida (o que esperar). Este método fornece esplêndidas interpretações, todavia poderá desviar o interprete do verdadeiro sentido texto.

ESTUDANDO AS FIGURAS DE LINGUAGEM
Ocorre quando uma palavra ou expressão é usada em sentido diferente daquele que lhe é próprio. Baseiam-se em certas semelhanças ou em relações definidas.

A METÁFORA – é uma figura de linguagem em que um objeto é assemelhado a outro, afirmando ser o outro, o falando de si mesmo como se fosse o outro.
Ex: Salmo 18:2. – Lc. 13: 32
Existem dois tipos de metáforas na bíblia.
a) antropopatismo – atribui-se a Deus emoções, paixões e desejos humanos ( Gn. 6-6; Deut. 13:17; Ef. 4:30).
b) Antropomorfismo - Atribui-se a Deus membros corporais e atividades físicas ( Êx. 15:16; Sl. 34:16; Lam. 3:56; Zac. 14:4; Tg. 5:4).e parábolas.

ALEGORIAS E PARÁBOLAS – a alegoria se caracteriza pelo uso de alguma história ou fato que se admite. Sl. 80: 8-15; Jo. 10.1-18. Diferencia-se da parábola devido ao fato de que , a parábola é em si mesma a suposta história ou fato.
¨A parábolas usa palavras em sentido literal, e sua narrativa nunca ultrapassa os limites daquilo que poderia ter acontecido.
"A alegoria usa palavras no sentido metafórico, e sua narrativa, ainda que em si mesma seja possível, é manifestamente fictícia.

EUFEMISMO – Consiste numa linguagem light (branda), para evitar impacto (At. 7.60) “e quando disse isto, adormeceu”.

HIPÉRBOLE – de uso vasto, consiste no uso de um exagero retórico (Gn. 22:17; Deut. 1:28; II Crô. 28:4).
IRÔNIA – Contém censura ou ridículo camuflado de louvor ou elogio ( Jó. 12:2; I Reis 22:15; I Co. 4:6 ... I Co. 4:8; I Reis 18:27.

terça-feira, 19 de maio de 2009

O ROTEIRO DA VIDA DO APÓSTOLO PAULO

* A palavra que Lucas usou para apresentar Paulo a seus leitores (neanias) em 7.58 pode se referir a qualquer pessoa do sexo masculino de até 40 anos de idade. Isto indicaria que Paulo nasceu próximo ao início da era cristã.
* O pai de Paulo era judeu da tribo de Benjamim e fariseu (Fl. 3.5; At. 23.6), era cidadão romano e vivia no centro metropolitano de Tarso, Ásia Menor.
* Paulo herdou do seu pai o título de cidadão romano. Recebeu suas primeiras instruções religiosas por meio de sua família e depois teria freqüentado a escola da Sinagoga, como qualquer criança judia.
* Paulo tinha dois nomes, um em latim (Paulus), que denotaria sua cidadania legal romana, e outro em hebraico (Saulo), que seria usado na família e nos círculos judaicos.
* Paulo tinha uma irmã morando em Jerusalém (At. 23.16). Em certo período de sua vida ele foi enviado à Jerusalém para estudar a lei rabínica , sob a orientação do mestre Gamaliel (At. 22.3).
* Pelo fato de que era necessário um rabi ser casado e era uma vergonha um adulto não ser casado, é mais provável que Paulo fora casado. Como Paulo não faz nenhuma menção a uma esposa pressupõe-se que ele era viúvo. Atos 26.10, tem sido interpretado como uma indicação de que Paulo era membro do Sinédrio. Sendo o Sinédrio um conselho de “anciãos”, Paulo não teria idade para ser aceito como membro do mesmo. Atos 9.1,2 e 22.5 parece apresentar Paulo como sendo apenas um funcionário do Sinédrio.

- A CONVERSÃO DE PAULO – Há três narrativas desse evento em Atos: Uma narrada por Lucas (9. 3-19) e duas por Paulo (22.6 –16; 26.12-18).
* De Gálatas (1.17, 18) sabe-se que Paulo passou algum tempo em Damasco após a sua conversão, depois foi para a Arábia e retornou a Jerusalém após 3 anos. Foi recebido com suspeita pelos irmãos de Jerusalém, até que Barnabé o aceitou e apresentou aos apóstolos (At. 9.26,27). Uma trama dos judeus helenizantes contra a sua vida fez a igreja persuadi-lo a deixar Jerusalém. Voltou para Tarso (At. 9.28-30), onde passou aproximadamente 10 anos.
* Barnabé vai buscar Paulo emTarso, para ajuda-lo em um trabalho com os irmãos em Antioquia da Síria (At. 11.25). Atos 11.27-30 registra uma “visita na época da fome”a Jerusalém por Paulo e Barnabé, que não é mencionada em nenhuma outra parte do Novo Testamento.
10. Após o retorno de Antioquia, Paulo e Barnabé deram início a 1ª viagem missionária (At. 13.1-14.28). Esta viagem de fundação de igrejas foi limitada à Ilha de Chipre e às regiões da Ásia Menor sul-central, conhecidas como Panfília, Pisídia e Lícia . Ao retornarem a Antioquia, para relatar sobre o seu trabalho, Atos expõe o problema que os levou à Jerusalém (Atos cap. 15). Este mesmo evento é apresentado em Gálatas 2.1 como tendo acontecido quatorze anos após a saída apressada de Paulo daquela cidade, para Tarso.
* Na Segunda Viagem Missionária (At. 15.36-18.22), Paulo e Silas visitaram as igrejas anteriormente estabelecidas e viajaram para Trôade. Impedidos pelo Espírito Santo de continuarem pregando na Ásia Menor, foram para a Macedônia e Acaia onde fundaram igrejas. Em Corinto (Acaia), Paulo conheceu Prisca e Áquila, judeus que tinham sido expulsos de Roma por Cláudio (cerca de 49 d.C). Foi de Corinto que Paulo escreveu as duas cartas à igreja de Tessalônica (Macedônia). Depois de 18 meses em Corinto, Paulo foi acusado por Judeus descrentes perante Gálio, porém, ele foi inocentado das acusações, passou mais um pouco de tempo em Corinto e depois viajou via Éfeso e Jerusalém, para Antioquia da Síria, chegando lá em 52. d.C.
* A narrativa da 3ª viagem Missionária está relacionada quase que exclusivamente com o ministério de três anos de Paulo em Éfeso (Atos 19). Supõe-se que em Éfeso, Paulo tenha escrito pelo menos três cartas à igreja em Corinto: uma carta perdida (I Co 5.9), a I Coríntios canônica, e uma questionável carta “angustiosa” (II Co 2.4; 7.8). Após um tumulto em Éfeso Paulo foi para Troada e depois para a Macedônia . Lá escreveu II Coríntios. Prosseguindo para Corinto, Paulo escreveu Romanos (55-56 d.C.).
* Paulo foi preso em Jerusalém e enviado ao procurador Romano em Cesaréia (At. 23.12-35. Félix manteve Paulo numa prisão domiciliar por 2 anos. Com a chegada de Festo para substituir Félix, Paulo se utilizou do seu direito de cidadão romano e apelou para César. Paulo chegou em Roma em 58 d.C. (At 27.1-28.14). a partir de At. 28.30 tem sido entendido, que após dois anos de prisão Paulo teria sido posto em liberdade (60 d.C.). Nesse período na prisão Paulo escreveu as chamadas Epístolas da prisão: Filemon, Colossenses, Efésios, e Filipenses.
* Clemente de Roma (96 d.C.) escreveu que Paulo foi solto e pregou até “as extremidades do Ocidente”. Para um romano isto só poderia significar Espanha, a Península Ibérica.
* Das Epístolas Pastorais, sabe-se que Paulo voltou para o Oriente, passando por Creta, Éfeso, Trôade e Macedônia. Provavelmente da Macedônia ou de Corinto Paulo escreveu a Epístola de Tito. Em 19 de Julho de 64, Roma foi incendiada, e, para se livrar da culpa, Nero acusou os cristãos. Supõe-se que esse fato provocou um novo aprisionamento de Paulo. Segundo algumas tradições, Paulo foi decapitado pelas autoridades romanas em 29 de junho de 65.

- ORDEM DE COMPOSIÇÃO DAS EPÍSTOLAS PAULINAS - Romanos é a mais extensa e Filemom a mais curta. As nove primeiras são dirigidas a sete igrejas diferentes, e as quatro últimas, a três indivíduos diferentes. Segundo Broadus David Hale, as cartas de Paulo foram escritas na seguinte ordem: 1) Epístolas escritas durante a 2ª viagem (49-52 d.C.): I e II Tessalonicenses, de Corinto. 2) As Epístolas escritas durante a 3ª Viagem (52-56 d.C.): I Coríntios (Éfeso); II Coríntios (Macedônia); Gálatas e Romanos (Corinto); 3) Escritas de Roma, durante o 1ª encarceramento (58-60 d.C.): Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemom.; 4) As Epístolas Pastorais (62-65 d.C.): I Timóteo (Macedônia; Tito (Macedônia ou Corinto) II Timóteo (Roma, 2º encarceramento).

sábado, 2 de maio de 2009

SÍNTESE SOBRE O HINDUÍSMO ( parte II )

CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS:
DHARMA- É uma norma ética geral e individual específica de um grupo, determinando o comportamento social e a práxis religiosa.
KARMA – A palavra vem da raiz sânscrita Kar (fazer) e significa ação. Trata-se de uma retribuição moral às ações humanas. Quando alguém contraria o Dharma, isso é atribuído a um karma negativo que obriga a prisão da existência em várias encarnações.

TRANSMIGRAÇÃO – SAM SARA – Ciclo de reencarnações até alcançar a liberação da alma (Atman) para se unir ao Brahma, a alma universal. O atman é o princípio vital,a alma ou consciência. Os hindus se referem ao Jiva como instrumento interno que acumula todas as percepções e sensações, conscientes e inconscientes – Todo o Karma: esse Jiva vai passando de nascimento a nascimento até se dissolver. Isso poderá ser alcançado pelo próprio esforço, pela ascese e meditação ou mediante a graça divina.
Os caminhos para a liberação: o caminho da ação (ascese e rituais), o caminho do saber e o caminho do Amor ao ser divino.

PRINCIPAIS DIVINDADES
Presume-se que no hinduismo haja 33 milhões de deuses.
VISHNU (o preservador) – Trata-se de uma divindade cósmica ( energia benéfica, que atravessa o mundo em forma de eixo).
KRISHNA – É a 8ª reencarnação de Vishnu (Avatara). Representa a única forma pela qual Deus é acessível aos homens e possuí absoluta transcedência.
SHIVA (o destruidor)- Uma das representações iconográfica mais conhecida de Shiva é a de um deus com três cabeças: significando criação, conservação e destruição e com três olhos ( significando passado, presente e futuro). Para os seguidores de Shiva, a destruição do mundo é mais importante do que a sua construção; a destruição significa a liberação da alma das candeias da existência.
BRAHMA – É pouco cultuado pela massa dos fiéis por representar o absoluto, o uno original. É o centro, A origem de toda a criação. Aparece em posição secundária nos Bramânes, nos sutra e nos puránas. É descrito no Mahbarata como criador, o senhor do universo, auto-gerado não nascido. Garante a ordem cósmica e concilia os deuses. Institui normas e leis para orientar os homens, depois que pecaram. Como onisciente, é representado por quatro cabeças e quatro mãos, lembrando as quatro eras cósmicas. O Brahma é neutro, sem atributos sem figura, sem função, e onipresente mas não pode ser conhecido. É um ser trancedente. Brahma pode ser um ser, consciência e felicidade.
A GRANDE MÃE – É a manifestação da parte feminina de Shiva. É conhecida como Durga Kali
(a grande negra). É a deusa mais presente na literatura e na iconografia hinduista.

MITOS:
Fundamentan-se nos poemas épicos, Mahbharatae Ramayana; os principais são: o do diluvio e da origem do linga. ( Tácito pg.29)
No sapathabramana, Manu aparece coo salvador e refundador do gênero humano.

CONCEPÇÕES MÁGICAS
A cerimônia de oferta ( puja), constitui-se de uma homenagem do fiel e ritual para efeitos mágicos, com recitação de fórmulas poderosas, andar em círculos, aspersão purificadora, etc. A palavra pronunciada durante os rituais possui grandes efeitos em todos os atos mágicos. São mantras utilizadas ainda hoje, constituídas sílaba ou palavras místicas que traduzem uma idéia de salvação ou idéia cósmica. A yantra é a equivalente visualizada do mantra, e é constituída de um desenho, figura ou imagem ritualmente composta, que representa uma realidade divina, magicamente eficaz. A yantra pode assumir caratér mandala.

TEMPLOS E IMAGENS
A construção, a forma e o valor do templo possuem significado místico. O templo é um local sagrado, onde o centro inicial do universo é reconstruído. O iniciado pode através da contemplação, obter conhecimento, liberação e salvação no templo.
O templo e o santuário de Deus, o centro de peregrinações ou o lugar para o culto público em certas solenidades do calendário liturgico.
O hindu precisa tirar o calçado ao entrar no templo. Banha-se na piscina do templo para se purificar.
A difusão das imagens no hinduísmo teve como finalidade tornar a presença divina mas próximas dos fiéis. A estatua é o símbolo da presença divina. No custo popular, a estátua é a figura visível da divindade.

SISTEMA DE CASTAS
Constitui a organização social da religião hindu. Suas principais divisões são quatro; porém existem diversas subdivisões, formando mais de 2 mil castas – As quatro principais são:
1) os bramânes, abrangendo sacerdotes e intelectuais; 2) os xátrias, que são os governantes e os guerreiros; 3) os vaixás, que são os agricultores e artesãos; 4) os sudras, que são os inferiores.
“alguém afirmou que “a casta é uma instituição social que encontrou uma justificativa religiosa”. No livro de Manu está escrito: “para que o mundo se desenvolvesse, ele (Brahma, o criador) fez nascer de sua boca os brâmanes; dos brações os xátrias; de suas coxas os vaixãs, e de seus pés os sudras.uma quinta casta seria a dos párias ou intocavéis, gente sem casta, sem status religioso.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SÍNTESE SOBRE O HINDUÍSMO (parte - 1)

Períodos históricos da Índia relacionados a sua evolução religiosa:

1- Período védico–Bramânico – até 600 a.C.
2- Período da reação antibramânica – de 600 a.C. – 300 d.C.
3- Restauração do bramânismo até a conquista mulçumana (300 d.C. ao século XI).
4- Período mulçumano-mongol (século XI – XIX ).
5- Período da dominação britânica ( século XIX).
A origem do hinduísmo remonta a 1500 a.C. Atualmente conta com mais de 500
milhões de aptos. Não é uma religião missionária, como ocorre com o cristianismo e o islamismo. Só são considerados híndus, aqueles que nascem como tal.

DEFINIÇÃO:
O hiduísmo é um sistema religioso eclético, pois abrange uma diversidade muito grande de crenças. “É uma religião de espetáculo, de mitos e de práticas mágicas como também uma religião profundamente interiorizada . . . é uma religião popular, mas também de sábios” (Tácito da Gama).
“Pela sua relação com todos os aspectos de vida, o hinduísmo tem mais expressão sócial do que religiosa propriamente. Modela a estrutura social, desde os atos comuns da vida diária e, inclusive, a literatura e a arte.” (J. cabral).

FONTES RELIGIOSAS:

OS VEDAS - Significa sabedoria ou conhecimento. ?Trata-se das escrituras mais antigas do hinduismo, composto durante um periodo de 4 mil anos, começando apartir 1.400 a.C.

DIVISÕES DOS VEDAS:
a) Rig-veda – Contém 1028 hinos (mantras), hinos de louvor as divindades.
b) Sama-veda – Toma mantras do Rig-veda. E são apresentados em formas de cânticos com acompanhamento.
c) Yajur-veda – Ou “veda das fórmulas”, fórmulas que acompanham a liturgia.
d) Athara-veda – De caráter mágico ou explicativo.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO HINDUISMO.
1) Adoração a natureza ( até o ano 1000 a.C.) – Vedismo
2) Hinduismo sacerdotal ( 1000 – 80 a.C.) - O bramânismo
3) Hinduismo filósofico ( 800 – 600 a.C.) - Os Upanixades
4) Hinduismo legal ( perto de 250 a.C. ) – As leis de Manu
5) Hinduismo devocional (perto do ano 1 d.C.) – As epopéias e os puranas
6) Hinduismo popular ( 1 – 250 d.C.)

VEDISMO

O BRAMÂNISMO – A religião primitiva evolui para um sistema de cerimônias e sacrifícios, sob a direção dos sacerdote brâmanes.

OS UPANIXADES – transmitem os ensinos em forma de discursos, parábolas, diálogos, máximas. Se os vedas sintetizaram o conhecimento, o dever e o poder de casta, os upanixades revelaram a elaboração doutrinária dos mestres e escolas, dentro de uma especulação filósofica. A religião desse período se caracteriza pela fixação do absoluto e pelo conceito de brahma. Brahma é definido como o ser supremo - absoluto, infinito, eterno, onipresente, impessoal, indescritível, neutro. Pode ser designado como espírito (Atman), alma do mundo, em que o ser humano deve realizar-se.
A salvação representa libertação do eu, libertado de toda metamorfose, da transmigração, completamente absorvido no Bramah-Atman. Os sacrifícios e magia são repudiados. O novo caminho para a liberação é o conhecimento que convida homem a realizar a ação espiritual dentro de si mesmo. A salvação, pois, seria obtida pela especulação filosófica. O caminho da sabedoria ser galgado através da prática da ioga, provocando êxtase consciente ou inconsciente; da devoção (Bhakti) e da renuncia absoluta (Satyam).

O HINDUISMO LEGAL – LEIS DE MANU – As três fases anteriores apregoavam a religião como sendo um assunto de oração, sacrifício ou de especulação filosófica. A salvação neste período seria obtido pela obediência as leis.
O código de Manu se tornou um elemento fundamental para o estabelecimento do hinduismo como religião permanente. É o mais reverenciado e influente entre os hindus. Alguns de seus preceitos morais assemelham-se ao cristianismo.

HINDUISMO DEVOCIONAL – Um dos livros mais apreciados neste período é o Bhagavad-gita. São 18 cânticos inseridos nesse 7º livro do mahabharata. É o mais conhecido, traduzido e meditado entre os livros hindus. Resume o essencial da sabedoria hindu. Consiste em um diálogo entre Krishna (um deus), a oitava encarnação de Vishnu, e o guerreiro Arjuna. Neste período a salvação pode ser alcançada pela devoção a deidade pessoal. Neste é enfatizado a prática da ioga para atingir o Brahma.

HINDUISMO POPULAR – Este período reserva a estrutura estabelecida até então, e inclui duas grandes epopéias: Mahabarata ou “a grande guerra Bharata” e Ramayana ou “a corrida do Deus Rama”, além de oito ou dez puranas.
O hinduismopopular reuniu regras anteriores, criou inúmeras seitas e divulgou a idolatria, possuía muitos templos e santuários para a devoção individual, estimulando as peregrinações a locais espalhados por toda a Índia.

PRINCIPAIS TENTATIVAS DE REFORMAS
1- Mahavira, filho de Rajá hindu, em 557. Seu esforço deu origem ao Jainismo.
2- Gautama Buda, 525 a.C. – Protestava contra o sistema de castas fixas, a salvação,
depende de pagamento aos sacerdotes, excesso de especulação, as cerimônias e a linguagem ininteligível dos hinos sagrados. Daí surge o Budismo.
3- Ram mohien Roy ( 1772 – 1833 ), foi o primeiro hindu a traduzir parte do upanixades
para o inglês. Escreveu uma coleção sobre o novo testamento. Realizou a primeira tentativa de reformar o hinduismo com base do conhecimento do cristianismo.
4- Mohandas Karam Chand Gandhi (1869-1948). Foi cognominado Mahatma (grande
alma). Os upanixades e o Bhagava – gita Eram seus livros de cabeceira. Fundou uma escola monástica onde os alunos dedicavam tempo às orações, à meditação, à leitura
dos evangelhos, do Bhagavad-gita e do corão, além de cantarem hinos cristãos e cânticos hindus. Gandhi participou ativamente da vida política de seus pais e tomou parte de todos os movimentos em prol da independência nacional. Lutava para diminuir a miséria dos intocáveis (o povo pobre). Unindo o cristianismo as filosofias da Índia, praticou um sincretismo característico do neo-hinduismo. Se tornou herói nacional.

HINDUISMO MODERNO – O hinduismo moderno é um fenômeno ativo e complexo. A Índia atual é um estado onde a descriminação religiosa, que só existe no íntimo das pessoas, talvez pelo efeito das castas. Estas castas foram abolidas oficialmente, mas ainda marcam o comportamento individual e social.
O que existe a Índia é uma pluralidade inumerável de comunidades familiares, cada qual praticando seus cultos dentro da tradição herdada. É essa pratica tradicional que justifica as crenças e os ritos. A religião familiar pouco exige do indivíduo. Não há “mandamentos da lei de Deus”, no sentido bíblico da expressão, nem mandamentos da igreja. O que existe é uma devoção individual, uma responsabilidade religiosa cultivada pessoalmente – segue-se a norma eterna –o Dharma – espécie de moral existente no coração de cada.
Existe algumas regras, tais como: Adultério, assassinato e o roubo são pecados, honrar pai e mãe confere méritos.
E existem atitudes específicas dos hindus como: respeito à vaca, devoção a muitas divindades, crença na eficácia dos ritos.

CONTINUA...........

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O DESCAMINHO DAS ÍNDIAS

Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior
parte das idéias da Nova Era.
Ganesha.
Quando os deuses se enganam
O que pensar de um deus que corta a cabeça de um menino por engano e em troca lhe dá uma cabeça de elefante? Deuses que se enganam são deuses vãos. Eles não são confiáveis. Mesmo assim, têm adoradores que se sacrificam por eles:
Na revista alemã Der Spiegel apareceu a história de um adolescente indiano de 16 anos que decidiu fazer uma oferenda singular ao deus Shiva[1]. Sua peregrinação ao templo Trinath em Rourkela, na Índia, durou dez semanas. “Você jamais será alguém na vida!”, costumava dizer seu pai. Aswini Patel andava sempre sozinho e não era muito popular na escola, nem entre as crianças da vizinhança. Em casa, ele tinha de escutar acusações constantes de ser pouco inteligente e preguiçoso. Finalmente, ele decidiu não ouvir mais as ordens de ninguém. Ele decidiu que iria ouvir somente aos deuses. Aswini era especialmente fascinado por Shiva, o deus de muitos braços. Foi Shiva que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher. Em troca, deu-lhe uma cabeça de elefante. Assim surgiu um novo deus, chamado Ganesha. Essa história impressionou muito a Aswini.
O deus Shiva.
No começo de maio de 2008, depois de uma viagem penosa, o jovem finalmente chegou ao templo cinzento de Shiva. Tirou uma lâmina de barbear de seu bolso, olhou bem para o pequeno deus de pedra e murmurou: “Senhor Shiva”. Aí estendeu sua língua e cortou um pedaço dela, depositando-o como oferenda ao lado da estátua do seu ídolo. Seu grito de dor chamou a atenção da esposa de um sacerdote, que o socorreu. Algum tempo depois, a polícia levou Aswini ao hospital, onde foi imediatamente operado. Quando seu pai chegou no dia seguinte, só abraçou seu filho. Não o xingou nem o repreendeu pelo que tinha feito. Apenas disse que o rapaz era maluco e que tudo iria ficar bem. Os médicos explicaram que Aswini voltaria a falar em alguns meses e que o resto de sua língua iria se readaptar para articular as palavras.
A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).
É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.
O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados.
O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:
“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto neles confiam” (Sl 115.3-8).
O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.
Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.
Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.
No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:
Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).
Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).
Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).
Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10). Norbert Lieth. http://www.chamada.com.br/